sábado, 27 de novembro de 2010

Comunicação e Cultura: de mãos dadas para o sucesso

Atualmente, um dos grandes problemas que afligem as empresas em todo mundo é a maneira como as pessoas comunicam-se no ambiente de trabalho. Uma das questões mais discutidas por especialistas e consultores refere-se exatamente à comunicação interna nas empresas: como trabalhá-la de forma a obter uma cultura favorável aos objetivos traçados pela organização?
O chamado relacionamento interpessoal processa-se através de como as pessoas comunicam-se, ou seja, a base das relações humanas e sociais ocorre através da comunicação. Sob esse aspecto pode-se afirmar que o homem é aquilo que consegue comunicar ao seu semelhante, na sociedade onde vive; é um ser social por natureza, porém com capacidades comunicativas individuais. E são essas capacidades que irão coordenar esforços e evitar ou não conflitos nas relações entre pessoas.
Utilizando a lógica, podemos concluir que se uma organização é feita de pessoas e pessoas relacionam-se através da comunicação, estudar e entender como a comunicação processa-se dentro uma empresa é uma solução estratégica para se chegar à raiz de alguns problemas que interferem no alcance dos objetivos traçados pela companhia. Muitos especialistas definem este tipo de dificuldade como "problemas de cultura organizacional" e criam planos mirabolantes para ajustar e até para mudar a cultura de uma empresa. Eles esquecem que este é um fator que depende não apenas dos seus planos, mas das pessoas que fazem parte dessa cultura, ou melhor, das pessoas que são responsáveis pela existência e perpetuação dessa cultura.
A cultura organizacional de uma empresa é definida, em boa parte, pela cultura do ambiente onde a empresa está inserida. Isso se deve ao fato de que as pessoas não conseguem simplesmente "deixar do lado de fora" seus valores, suas crenças e seus princípios pessoais, nem os da sociedade na qual estão inseridas. Dentro da empresa, é preciso identificar os grupos formais e informais e suas respectivas lideranças. Trabalhar essas pessoas é de fundamental importância para a disseminação de uma cultura organizacional favorável.
É fácil perceber que as pessoas possuem um papel primordial na definição da cultura de qualquer organização, afinal são elas que a promovem. A criação de uma cultura organizacional favorável aos objetivos traçados pela organização começa pela delegação de responsabilidades e de autoridade às pessoas, que precisam se sentir como parte do processo. Na busca pela melhoria do relacionamento interno nas organizações é importante considerar a abertura de canais de duas mãos entre líderes e subordinados, seja via escrita ou oral, conscientizando e engajando funcionários numa mesma diretriz empresarial. Incentivar a contribuição deles em atividades de comunicação os torna agentes das empresas em relação aos seus diversos públicos.
Na verdade, é a comunicação a responsável por permitir o acompanhamento, a avaliação e o julgamento dos resultados de todos os processos desenvolvidos numa organização. Por isso, é importante envolver todos os indivíduos que direta ou indiretamente participem do processo, a fim de que todos possam compartilhar do mesmo sentimento de missão e oferecer sua contribuição para o sucesso.
Por esta abordagem, as informações que fluem continuamente pelo sistema de comunicação mantêm a organização em permanente sintonia com os clientes - internos e externos - e com ela mesma como um todo. Não se pode negligenciar o fato de que a comunicação interna causará efeitos positivos ou negativos na comunicação externa da organização, e essa, por sua vez, exercerá influência direta na imagem da empresa perante o mercado em que atua. Sendo assim, a existência de uma gestão organizacional mais flexível e menos centralizada implica reconhecer o comprometimento das pessoas e, ao mesmo tempo, respostas mais ágeis e claras ao ambiente com o objetivo de tornar a organização mais competitiva.
Trabalhar a comunicação de forma a interferir na cultura de uma empresa é muito mais que manter informados os funcionários das decisões da diretoria. É preciso muita sensibilidade para perceber que o diálogo não deve ser procurado apenas em situações de emergência, e sim constantemente. É necessário que a organização apresente uma proposta transparente de intenções através de uma cultura organizacional que dissemine o que se espera dos colaboradores, através de uma comunicação simples, clara e coesa com os interesses da empresa por meio de respeito ao contínuo desenvolvimento e satisfação das necessidades das pessoas.
Não é preciso definir quem determina quem: se é a comunicação interna que determina a cultura de uma empresa ou vice-versa. Isso é, para mim, como descobrir quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha. Esses dois elementos da organização interdependem e se completam: eles caminham juntos!

Fonte: Rh.com.br
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